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fevereiro 29, 2012

always come back

Há quanto tempo não passo pelas linhas antes tão requisitadas como concessão de existência e dever no mundo. Ainda que não tenha transmitido por palavras os acontecimentos últimos, as novas seguem boas. 
O espaço de tanta reluta foi parcialmente ocupado, reservo os minutos para os lamurios, isso me deixa satisfeita. Ainda que os procure. 
Mas disso não quero tratar - não agora.
Eu quero voltar às palavras que ditam meus pensamentos, os anseios e atrocidades. 
Cansa guardar tudo pra si, pesa e ninguém te entende.

Fico transtornada em surpreender. 

agosto 07, 2011

memória.


-
De tantas coisas que tomam minha preocupação em ter a obrigação de armazenar, fiquei enjoada.
Até larguei um tempo minhas palavras, filtrei muito.
Eu sinto que exposição de pensamentos não faz diferença se consigo virar o jogo ou não me vê.

Fico esperando, esperando tudo.
-

junho 15, 2011

egoísmo e visão

-
Hoje acordei com ciúmes.
O pior é que sei que tenho razão.

junho 02, 2011

fazer par.

Menina do Rio.
Que bamba, quer samba e nem fala o que quer.

Garoto carioca.
Compõe, me dispõe e musica meu eu.

abril 11, 2011

fissura.

Ai essa vida de consertos..
Por vezes encaminha a gente para o caminho errado de tanta fissura que se cria no coração.
Nas trilhas que se formam, a decisão por ser alguém melhor do que se pensa estar, revela verdades incontidas em si. Verdades antes desconhecidas. Ou escondidas de nós mesmos.
E como ficar feliz por ser o que somos?
Como encarar o espelho e ficar satisfeita?

Saber enxergar o que se sente e deixar fluir ao vento.
Eu tenho vergonha de mim.
Ai essa vida de belezas inalcançáveis..

e ainda não te ter por causa disso?
eu fico tão lesada que não consigo enxergar que você me aceitaria sem ressalvas, se quisesse.
se.

março 11, 2011

fazer

Não me diga o que fazer.
Se devo ir quando digo que não sei.
Muito menos que é melhor não aparecer depois que mudei de ideia.


Na boa, te odeio por isso.

janeiro 27, 2011

Trajetos

E teve um dia que percebi que logística não faz parte do meu dia-a-dia.
Por qual caminho chegar ou partir de casa, se os meios que me transportam traduzem e permitem a concepção da maioria dos meus pensamentos? Escolher um único meio de locomoção seria aniquilar outras formas de pensar.
Penso muito no metrô e como consegue acatar todo o vigor da viagem em poucos minutos. Com o resumo de meu tempo, me afoito em desejar perceber o que está a acontecer por fora dos muros dos trilhos. Reconheço que opto pela rapidez alguns dias; a vida é feita de pequenas dosagens ao longo do tempo. E até que os trilhos rendem bons momentos, inúmeras paisagens e situações são permitidas no trem de metal que sobe e desce entre o solo e o subsolo, explorando de maneira até mais peculiar minha cidade.
A cada dia, uma forma de ir e vir. Algumas vezes com maus palpites, outras com falta de vontade de esperar pelas paradas nos pontos pois não era hora de refletir; sempre divagando em pensamentos e planos ótimos momentaneamente.
Agora estou num ônibus que estende ao máximo meu trajeto de volta para casa, testa a paciência demais. Pensei em perda de tempo, porém respiro os vários bairros a minha volta. 
Eu faço parte disso. Eu amo a cidade.

janeiro 12, 2011

já não sei até onde eu sou.

Algum tempo atrás pedi passagem e espaço para honra, senti que era necessário cumprir a vontade de saber viver só. Haviam problemas envolvendo tudo e todos. E eu sendo dependente nunca manejaria meu terreno se você me virasse as costas.
De fato, me empenhei em viver o hálito cotidiano de forma a te esquecer. Não consegui.
Meu peito carrega lembranças terríveis que só fazem alimentar meu ego por ter seguido a razão. Quanta glória. E tenho o que?
Cada passo, uma etapa sozinha.
Começo a pensar que tudo foi longe e sinto raiva, pois você tambem sente.
Além de tudo, não vou manipular.
Não que isso fosse uma escolha, mas a tentativa de nos manipular não sucumbe minha cabeça para fluir do jeito que julgo ser ideal.
Penso em você.
Eu sou apaixonada por nós dois.

novembro 14, 2010

13.11.2010

Me falta design, atenção ou mesmo falta o que falar. Me falta displicência, honra e temor.
Me falta criatividade e avidez de vida.
São dias que passam, não têm porque.


Pensei poder fazer de um tudo, detida por mim, parei por aqui.
São olhares críticos, e com razão.
Eu preciso me expor, eu me devo isso.
E por isso cobro.
Cobrança cotidiana e refutável de injúrias.
Não me leva a qualquer lugar.
Eu preciso crescer.
Não consigo aprender nada. E por que?
Talvez seja burra mesmo, me falte humildade.

novembro 06, 2010

06.11.2010

Eu queria que você saísse daqui.
Ir para longe e me deixasse em paz.
Eu queria que os dias fossem vazios.
Não te encontrar.
Eu queria ser ótima.
Existir e me fazer.
Eu queria ser você.

novembro 03, 2010

03.11.2010

A conexão mundana não voltou.
E me vi dependente de algo que pode ser posto em stand by por mais uns instantes.
Preciso e não.
Mas foi bom, escrever sem a interrupção das janelas de conversação deixa crer que sou capaz de produzir alguma coisa, nem que seja para alimentação de meu ego.
A escrita de sentimentos sempre foi vista como fuga em favor de minha covardia, expressar lamentações sempre foi meu forte, isso me afastou muitos indivíduos, prováveis amigos. Criei-me em ajuda própria solidante e em instantes fui me reparando de modos e trejeitos errôneos, mas hoje eu consegui demais.
Meu forte nunca foi a administração seguida de planejamento, execução e prestação de contas, nunca presto, não me importo e me machuco depois.
Talvez precise mais de tabelas, cronogramas, organogramas e organização, escrita. Confio muito na Vgan, mas ela acompanha minhas andanças e mudanças de humor. Meus sentidos fazem misto aos gestos mecânicos, cotidianos, ainda não sei dar bom dia.
Eu pude forjar situações apenas para me inspirar, meus caminhos também se alongavam.
Tudo pela escrita.
Uma pena, eu comecei a resumir, os tópicos proveram mais tempo sociável e eu me internalizei mais do que poderia pensar.
Agora o papel, por vezes a tela, fragmentados desbancam o ideal de continuidade, tão difícil e almejado.
Porém, o porém de tudo que se tenta explicar por aqui sai da forma mais paleolítica para exibição, tudo passa como a corrente do rio, carrega, sem aviso. Os tópicos me proveram a materialização dos flashes pensativos, a junção de letras no objetivo de se expor, nem que seja só a mim.

02.11.2010

Hoje as coisas estão acontecendo na base da lei de Murphy, esse cara que nunca ouvi falar sobre outra coisa a não ser quando as coisas dão errado.
O Murphy, o da minha cabeça, traz à tona o incômodo e esconde que na vida deve haver aceitação, não podemos manipular a dedo toda a realidade, muito menos os segundos que o ônibus vai passar antes de chegarmos ao ponto, mas bem ao ponto de vê-lo partir e só esperar por outro.
Faz tempo não escrevo do jeito como fazia aos meus 16, 17, 18, 19, 20, 21. Obriguei-me a largar o caderninho e parar de apenas sincronizar meu espaço ao planeta Terra, para então viver mais alguns segundos por aqui - sentir as pessoas, falar e me expor ao desconhecido com ouvidos atentos e presentes.
Resolvi parar de me esconder, trocar palavras e esperar pela opinião.
A toca deu uma diminuída brusca, se não fosse minha mania de poucos amigos junto com a promoção excessiva destes. Arrastei meus queridos para perto demais, agora só vejo confusão, as idéias batem e rebatem a todo instante em mim. Sou a responsável. E a resposta só pode vir por minha decisão.
Eu aprendi a esperar e me confortei em ficar assim, porque é mais fácil jogar culpa em não deu para resolver do que não quis resolver. Nunca tive cobrança do que ser na vida, acostumei a deixar correr, a poder escolher o que fosse do agrado; não tenho perspectiva.
Fixei no mural interno que não devemos ouvir o alheio, que tudo é problema nosso, realmente, nós sempre estamos envolvidos, sendo egoístas ou altruístas.
Vivo por viver, por já estar aqui.
Não conheço a palavra dedicar, os créditos acabam sendo transferidos pelo desisto. Eu nunca digo desisto, mas sempre pratico o desisto, e sabe como?
Apenas sumindo.

A música veio em boa hora..
“so give me something to believe”

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