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março 16, 2012

onde você vive.

A cidade nunca esgota das luzes que o corpo emana a cada final de dia. Sei que seria generalizar as jornadas cotidianas, mas o fluxo intenso das seis da tarde no Rio de Janeiro alcança o circuito total de qualquer comentário.
Ando tanto pela cidade e, ainda que mesmas regiões, a realidade é coisa que muda. Físico, material, concreto que se transformam por conta dos fluxos.
Atentar aos passantes sobre ações e atitudes já se foi -se ainda não é, tão intenso que paralisa a mim mesma.
Que mundo é esse que passa aos olhos e desfoca pelos segundos?

Coisa que muda.
Muda porque é alguma coisa.

outubro 28, 2011

Hey Katzuki!!


Penso que acertar os objetivos convém participar a margem de erro.
Brabo é quando a gente só se enxerga ali.



Seria necessário falar e expressar infinitamente para alguém me notar?
Ter foco não é o mesmo que destaque, nunca me esqueço.  

junho 15, 2011

egoísmo e visão

-
Hoje acordei com ciúmes.
O pior é que sei que tenho razão.

janeiro 28, 2011

Trajes

O limite que a roupa alcança na sociedade, reproduz o nível de valorização quando construímos nossa personalidade. Já ouvi dizer, em papos entre amigos e só pude levar a sério depois nos textos da faculdade, que nosso eu é extremamente construído em paralelo com nossa compreensão da realidade. Verdade ou não, nossas máscaras estão a todo instante, comprovando que superação nada mais é saber manejar.
De fato, tal questionamento retorna quase todos os meus dias. E confesso, fiquei feliz em sentir-me um pouco igual aos outros.
Como sempre, estou a escrever numa epifania e mal posso compreender a letra que se expande na folha de papel. Depois acerto, ajeito e vou adequando a escrita, retirando um pouco a espontaneidade. Ou pelo menos tento.
É verão, estou na praia de Ipanema - RJ, impossibilitada a um mergulho por conta de meu traje. No momento, ele não condiz com o vigor que é frequentar esse ambiente tão folgado e à vontade.
O sutiã e o biquíni não se diferem apenas pelo tecido. Penso na oposição que os modos comportamentais causam, revelando como devemos viver.
A simples visita a areia me supriu de felicidade ao respirar a brisa marítima. Arriscando meu pensamento ao horizonte, me realizo.
Hoje, o mar surpreendeu a orla com seu pôr do sol. A palmas e platéia formados no Posto 7, a indignação por não me refrescar ao cair na água salgada do mar foi levada para longe.
Penso e existo.
Agora é noite, está fresco. 

dezembro 13, 2010

lista de Ano Novo

Como tudo muda..
E a partir da mudança que crescemos e superamos obstáculos; assim a gente melhora. Ou piora.
Nunca me imaginei fazendo listas, sou péssima.
Ainda mais com promessas de um ano novo, que vai se renovar mesmo contra minha vontade.
Mas como tudo muda, eu vou listar e tentar cumprir!

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Eu prometo me dedicar aos afazeres sendo responsável na atividade que fizer, porque vou confiar na capacidade que me foi destinada.
Espero sempre contar com a confiança de que posso, que sou capaz.
Vou me adequar ao caminho da reflexão tão presente no meu cotidiano.
Serei enérgica, a fadiga me visitará muito menos. Espero.
Vou trilhar e acreditar.
Vou aceitar sem chorar que nem sempre estarei certa.
Vou tentar mais, me esforçar mais.

novembro 26, 2010

A Máscara e a Ilusão

Ao que dizem, a essência é nosso bem mais concentrado e digno, 
É a possessividade individual,
O ato de sermos nós mesmos.

A construção da personalidade se dá através de máscaras,
desculpem o copo d'água.

Nós representamos, 
O palco é a vida.
A vida, a peça mais longa.

E foi copo pois não vai influenciar de forma extrema no pensar agir diferente.
Até assim seria outra máscara.

novembro 16, 2010

Obrigações

Já passou o tempo em que pude esperar.
Na verdade, eu não poderia ter parado nunca!
Mas o problema está em só ver problemas e parar.
Nuvens, nuvens de palavras-chave emanam, mal posso dormir.
Sinto medo quando ele está distante.
Mas isso eu vou superando.
Vou fazer meu currículo, isso tem me pesado muito.
No plano de ideias, vou devagar.
Sempre fui tartaruga.
Mas pelo menos não estou mais a parar.

junho 26, 2010

encontro da ancestralidade

Eu vou tentando e surgindo das trevas do meu corpo. Ainda não encontrei motivos para entendimento dessa discordância com o mundo imaginário, que me refuta em pensar e agir esmiuçando cada patamar existente. Comeria minhas próprias idéias, sem chance de exercer nojentisses, porque eu guardo, então se exposto, pego de volta.
Sentindo tudo por dentro, egoistamente; penso como poderia modificar meu processo de entrega ao mundo de forma natural. Enquanto continuar maquinando, falsifico a instabilidade, a surpresa, o entusiasmo e o repentismo.