De tanto observar, já me perco em questões não pertencentes ao meu ego e penso que se tomam a atenção de pensamentos internos, fazem parte sim do que sou.
Estou a passar por esse momento antes chamado limpeza de personalidade e agora entendido como rendição ao fato de aceitar a realidade mesmo quando não se é satisfeita de vontades próprias.
Pessoa mimada por si mesma, assim denomino minha pessoa.
Estampa de felicidade sempre acompanha meus pertences e me deixa enxergar o lado de fora, o qual meu corpo faz parte e constrói junto com outros corpos e atitudes essas cidades e outros lugares.
Ainda não sei onde chegarei com toda essa experimentação individual, mas quem saberia?
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maio 01, 2011
fevereiro 17, 2011
aproveita!
Deparei-me dia desses com algo inusitado; percebi que não estou invisível aos que não exalam críticas ou elogios a muitos instantes.
Descobri que palavras, muitas vezes requeridas, podem tambem ser sentidas sem ser emitidas.
E eu vou mantendo cada vez mais forte as concepções que estraçalhei por medo de mostrar.
Porque essa opinião aqui dentro é a que me vale.
Por isso fiz.
Ou melhor, não fiz.
Descobri que palavras, muitas vezes requeridas, podem tambem ser sentidas sem ser emitidas.
E eu vou mantendo cada vez mais forte as concepções que estraçalhei por medo de mostrar.
Porque essa opinião aqui dentro é a que me vale.
Por isso fiz.
Ou melhor, não fiz.
novembro 19, 2010
novembro 03, 2010
03.11.2010
A conexão mundana não voltou.
E me vi dependente de algo que pode ser posto em stand by por mais uns instantes.
Preciso e não.
Mas foi bom, escrever sem a interrupção das janelas de conversação deixa crer que sou capaz de produzir alguma coisa, nem que seja para alimentação de meu ego.
A escrita de sentimentos sempre foi vista como fuga em favor de minha covardia, expressar lamentações sempre foi meu forte, isso me afastou muitos indivíduos, prováveis amigos. Criei-me em ajuda própria solidante e em instantes fui me reparando de modos e trejeitos errôneos, mas hoje eu consegui demais.
Meu forte nunca foi a administração seguida de planejamento, execução e prestação de contas, nunca presto, não me importo e me machuco depois.
Talvez precise mais de tabelas, cronogramas, organogramas e organização, escrita. Confio muito na Vgan, mas ela acompanha minhas andanças e mudanças de humor. Meus sentidos fazem misto aos gestos mecânicos, cotidianos, ainda não sei dar bom dia.
Eu pude forjar situações apenas para me inspirar, meus caminhos também se alongavam.
Tudo pela escrita.
Uma pena, eu comecei a resumir, os tópicos proveram mais tempo sociável e eu me internalizei mais do que poderia pensar.
Agora o papel, por vezes a tela, fragmentados desbancam o ideal de continuidade, tão difícil e almejado.
Porém, o porém de tudo que se tenta explicar por aqui sai da forma mais paleolítica para exibição, tudo passa como a corrente do rio, carrega, sem aviso. Os tópicos me proveram a materialização dos flashes pensativos, a junção de letras no objetivo de se expor, nem que seja só a mim.
E me vi dependente de algo que pode ser posto em stand by por mais uns instantes.
Preciso e não.
Mas foi bom, escrever sem a interrupção das janelas de conversação deixa crer que sou capaz de produzir alguma coisa, nem que seja para alimentação de meu ego.
A escrita de sentimentos sempre foi vista como fuga em favor de minha covardia, expressar lamentações sempre foi meu forte, isso me afastou muitos indivíduos, prováveis amigos. Criei-me em ajuda própria solidante e em instantes fui me reparando de modos e trejeitos errôneos, mas hoje eu consegui demais.
Meu forte nunca foi a administração seguida de planejamento, execução e prestação de contas, nunca presto, não me importo e me machuco depois.
Talvez precise mais de tabelas, cronogramas, organogramas e organização, escrita. Confio muito na Vgan, mas ela acompanha minhas andanças e mudanças de humor. Meus sentidos fazem misto aos gestos mecânicos, cotidianos, ainda não sei dar bom dia.
Eu pude forjar situações apenas para me inspirar, meus caminhos também se alongavam.
Tudo pela escrita.
Uma pena, eu comecei a resumir, os tópicos proveram mais tempo sociável e eu me internalizei mais do que poderia pensar.
Agora o papel, por vezes a tela, fragmentados desbancam o ideal de continuidade, tão difícil e almejado.
Porém, o porém de tudo que se tenta explicar por aqui sai da forma mais paleolítica para exibição, tudo passa como a corrente do rio, carrega, sem aviso. Os tópicos me proveram a materialização dos flashes pensativos, a junção de letras no objetivo de se expor, nem que seja só a mim.
02.11.2010
Hoje as coisas estão acontecendo na base da lei de Murphy, esse cara que nunca ouvi falar sobre outra coisa a não ser quando as coisas dão errado.
O Murphy, o da minha cabeça, traz à tona o incômodo e esconde que na vida deve haver aceitação, não podemos manipular a dedo toda a realidade, muito menos os segundos que o ônibus vai passar antes de chegarmos ao ponto, mas bem ao ponto de vê-lo partir e só esperar por outro.
Faz tempo não escrevo do jeito como fazia aos meus 16, 17, 18, 19, 20, 21. Obriguei-me a largar o caderninho e parar de apenas sincronizar meu espaço ao planeta Terra, para então viver mais alguns segundos por aqui - sentir as pessoas, falar e me expor ao desconhecido com ouvidos atentos e presentes.
Resolvi parar de me esconder, trocar palavras e esperar pela opinião.
A toca deu uma diminuída brusca, se não fosse minha mania de poucos amigos junto com a promoção excessiva destes. Arrastei meus queridos para perto demais, agora só vejo confusão, as idéias batem e rebatem a todo instante em mim. Sou a responsável. E a resposta só pode vir por minha decisão.
Eu aprendi a esperar e me confortei em ficar assim, porque é mais fácil jogar culpa em não deu para resolver do que não quis resolver. Nunca tive cobrança do que ser na vida, acostumei a deixar correr, a poder escolher o que fosse do agrado; não tenho perspectiva.
Fixei no mural interno que não devemos ouvir o alheio, que tudo é problema nosso, realmente, nós sempre estamos envolvidos, sendo egoístas ou altruístas.
Vivo por viver, por já estar aqui.
Não conheço a palavra dedicar, os créditos acabam sendo transferidos pelo desisto. Eu nunca digo desisto, mas sempre pratico o desisto, e sabe como?
Apenas sumindo.
A música veio em boa hora..
“so give me something to believe”
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O Murphy, o da minha cabeça, traz à tona o incômodo e esconde que na vida deve haver aceitação, não podemos manipular a dedo toda a realidade, muito menos os segundos que o ônibus vai passar antes de chegarmos ao ponto, mas bem ao ponto de vê-lo partir e só esperar por outro.
Faz tempo não escrevo do jeito como fazia aos meus 16, 17, 18, 19, 20, 21. Obriguei-me a largar o caderninho e parar de apenas sincronizar meu espaço ao planeta Terra, para então viver mais alguns segundos por aqui - sentir as pessoas, falar e me expor ao desconhecido com ouvidos atentos e presentes.
Resolvi parar de me esconder, trocar palavras e esperar pela opinião.
A toca deu uma diminuída brusca, se não fosse minha mania de poucos amigos junto com a promoção excessiva destes. Arrastei meus queridos para perto demais, agora só vejo confusão, as idéias batem e rebatem a todo instante em mim. Sou a responsável. E a resposta só pode vir por minha decisão.
Eu aprendi a esperar e me confortei em ficar assim, porque é mais fácil jogar culpa em não deu para resolver do que não quis resolver. Nunca tive cobrança do que ser na vida, acostumei a deixar correr, a poder escolher o que fosse do agrado; não tenho perspectiva.
Fixei no mural interno que não devemos ouvir o alheio, que tudo é problema nosso, realmente, nós sempre estamos envolvidos, sendo egoístas ou altruístas.
Vivo por viver, por já estar aqui.
Não conheço a palavra dedicar, os créditos acabam sendo transferidos pelo desisto. Eu nunca digo desisto, mas sempre pratico o desisto, e sabe como?
Apenas sumindo.
A música veio em boa hora..
“so give me something to believe”
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