março 26, 2011

crise

Existe motivo para essa seriedade pública?
Será que vale o intuito de esconder o que não se quer dizer?
E não dizer porque não quer simplesmente falar.
Bloqueio.
Bloqueios.

março 11, 2011

fazer

Não me diga o que fazer.
Se devo ir quando digo que não sei.
Muito menos que é melhor não aparecer depois que mudei de ideia.


Na boa, te odeio por isso.

fevereiro 17, 2011

aproveita!

Deparei-me dia desses com algo inusitado; percebi que não estou invisível aos que não exalam críticas ou elogios a muitos instantes. 
Descobri que palavras, muitas vezes requeridas, podem tambem ser sentidas sem ser emitidas.
E eu vou mantendo cada vez mais forte as concepções que estraçalhei por medo de mostrar.
Porque essa opinião aqui dentro é a que me vale.
Por isso fiz.
Ou melhor, não fiz.

fevereiro 12, 2011

"I'm so sorry"

Sinto muito se não vim da forma que pedistes ou desejas.
Fique com teu mirabolante plano de ilusão onde achas que vai ficar bem.
Se fores um dia amar, vai lembrar que já o pratica e estarei longe de ti.
Mas não vais se arrepender, pois te conheço. 
Teu orgulho assume quaisquer atitude que somente minha pessoa é capaz de perceber..
E isso é ruim.
Eu fico como louca.
Vejo coisas que nenhum outro pode ver.

janeiro 28, 2011

Trajes

O limite que a roupa alcança na sociedade, reproduz o nível de valorização quando construímos nossa personalidade. Já ouvi dizer, em papos entre amigos e só pude levar a sério depois nos textos da faculdade, que nosso eu é extremamente construído em paralelo com nossa compreensão da realidade. Verdade ou não, nossas máscaras estão a todo instante, comprovando que superação nada mais é saber manejar.
De fato, tal questionamento retorna quase todos os meus dias. E confesso, fiquei feliz em sentir-me um pouco igual aos outros.
Como sempre, estou a escrever numa epifania e mal posso compreender a letra que se expande na folha de papel. Depois acerto, ajeito e vou adequando a escrita, retirando um pouco a espontaneidade. Ou pelo menos tento.
É verão, estou na praia de Ipanema - RJ, impossibilitada a um mergulho por conta de meu traje. No momento, ele não condiz com o vigor que é frequentar esse ambiente tão folgado e à vontade.
O sutiã e o biquíni não se diferem apenas pelo tecido. Penso na oposição que os modos comportamentais causam, revelando como devemos viver.
A simples visita a areia me supriu de felicidade ao respirar a brisa marítima. Arriscando meu pensamento ao horizonte, me realizo.
Hoje, o mar surpreendeu a orla com seu pôr do sol. A palmas e platéia formados no Posto 7, a indignação por não me refrescar ao cair na água salgada do mar foi levada para longe.
Penso e existo.
Agora é noite, está fresco. 

janeiro 27, 2011

Trajetos

E teve um dia que percebi que logística não faz parte do meu dia-a-dia.
Por qual caminho chegar ou partir de casa, se os meios que me transportam traduzem e permitem a concepção da maioria dos meus pensamentos? Escolher um único meio de locomoção seria aniquilar outras formas de pensar.
Penso muito no metrô e como consegue acatar todo o vigor da viagem em poucos minutos. Com o resumo de meu tempo, me afoito em desejar perceber o que está a acontecer por fora dos muros dos trilhos. Reconheço que opto pela rapidez alguns dias; a vida é feita de pequenas dosagens ao longo do tempo. E até que os trilhos rendem bons momentos, inúmeras paisagens e situações são permitidas no trem de metal que sobe e desce entre o solo e o subsolo, explorando de maneira até mais peculiar minha cidade.
A cada dia, uma forma de ir e vir. Algumas vezes com maus palpites, outras com falta de vontade de esperar pelas paradas nos pontos pois não era hora de refletir; sempre divagando em pensamentos e planos ótimos momentaneamente.
Agora estou num ônibus que estende ao máximo meu trajeto de volta para casa, testa a paciência demais. Pensei em perda de tempo, porém respiro os vários bairros a minha volta. 
Eu faço parte disso. Eu amo a cidade.

janeiro 24, 2011

Caminhe

"Pode ir, tudo bem."

  Entender ao pé da letra fato que se faz e depois feito consigo, traz certo olhar de diferença onde nada é interpretado de forma igual. Sendo antes ou depois, o tempo não é o responsável por mudar nosso ponto de vista. Nossa conciencia intercala o ambiente em que nos manifestamos e recebemos -ou percebemos as expressividades de próximos à realidade adequada aos interesses profundos.
  A vida paira desafios e lança possibilidades que testam e pedem decisões, ou melhor reflexões. A tomada de escolha do que devemos fazer nem sempre resolve. Nesse momento, me importa a tranquilidade que o cotidiano pode interromper e não consegue, meus interesses nem sempre resolvidos, porém não esquecidos.
  Começa-se um novo tipo de interpretação dos sentimentos, o nível oculto tomou conta de tudo o que me acontece. Se querem saber, detalhes nunca foram tão necessários. As mudanças diferenciam-se dando gosto de jogar fora o que jamais se imagina ir, porém coisas voltam e vão de novo. A trilha segue, é preciso. E já que percebi certos itens que não morrem, do jeito que estava quem morreria seria eu.
  Com tantas perguntas e respostas entre si, vanho por meio desde justificar o motivo de tal mudança. Sou uma boba. Mas sou assim.
  Espero que atinja certo nível de reconhecimento, assim posso pensar em acreditar em mim. Eu juro que tento me descobrir, talvez um dia encontre uma forma de entrega para então, concentrar-me a fazer algo que alguém entenda.